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1º Congresso Nacional de Africanidades e Brasilidades

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Por Prefeitura Municipal de Guaçui, fonte Assessoria de comunicação da prefeitura de Guaçuí
Publicado em 22/05/2017 às 20:47  •  atualizado há 6 dias

 
“Quando um velho morre, acaba-se uma grande biblioteca.” (ditado africano)

Aconteceu no mês de junho ( 26 a 29 ) na Universidade Federal do Espírito Santo -  UFES, o 1º Congresso Nacional de Africanidades e Brasilidades – Ensino, Pesquisa e Crítica.

O objetivo central do Congresso foi “ pensar as questões de africanidades e brasilidades, buscando evidenciar a construção intercambiável das identidades de seus povos ao longo de mais de 500 anos ao mesmo tempo em que divulga o quão os fluxos Brasil-África tornaram possível produtos culturais ainda hoje pouco conhecidos exceto como formas de exotismo. Ao contrário, os pesquisadores reunidos em torno do Congresso buscam rever consistentemente o lugar da “alteridade” e ressaltar as relações intelectuais, literárias,artísticas e científicas que promoveram ontem e promovem hoje o diálogo Brasil-África, observando ainda tendências a novos desdobramentos.”
A Secretaria Municipal de Educação de Guaçuí, se fez presente, com a Superintendente Pedagógica, coordenadora da Comissão de Estudos Afro-brasileiro da SEME, Maria da Penha Regina Martins Conceição, que lembra que o Congresso é também uma ação a partir da implementação da Lei 10.693/03, que trata do estudo da História da África e dos afrodescentes nas escolas brasileiras.
A comissão organizadora contou com vários professores doutores da Instituição, ligados aos programas de pós-graduação em Letras, em Ciências Sociais e em Educação.  A programação foi extensa e variada, com mesas de conferências, oficinas, grupos de trabalhos e apresentações culturais.

As mesas de conferências discutiram questões como: Africanidades e brasilidades em Literatura com o prof. Dr. Flávio Garcia da Universidade do Rio de Janeiro, ressaltando em sua palestra que, o nascimento da literatura moçambicana se deu a partir de um brasileiro; que a literatura angolana e moçambicana teve  a influência de Manoel Bandeira e Mário de Andrade; que com Jorge Amado o Brasil chegou à África de língua portuguesa. Segundo ele Jorge Amado não faz poesia, mas fala do Brasil sertão com profundidade e que mostra um pedaço da África.Mia Cotto foi o autor que serviu de base para a palestra do prof. Dr. Flávio Garcia.
Os temas dos mini-cursos, versaram sobre  Poesia Popular Brasileira; Panorama das literaturas na África de colonização ibérica e Oficina “ Teatro e poesia negra com Solano Trindade na sala de aula”, da qual a superintendente Maria da Penha participou, apresentando com outros participantes  no final da Oficina a dramatização da poesia de Solano Trindade “ MOÇA BONITA”.Essa oficina foi coordenada pela atriz e escritora  Suely Bispo.
Um momento forte da apresentação cultural foi a banda de congo de Roda D’agua de Cariacica/ES.
Professores doutores internacionais marcaram presença no congresso, entre eles destaco o prof. Dr. Patrício Langa (foto), da Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique,além dele tivemos a presença do prof. Dr. Lourenço do Rosário, reitor da universidade Politécnica de Moçambique.
Na avaliação de Maria da Penha, o congresso foi  muito valioso no que tange a conhecimentos do mundo acadêmico, nas áreas da Ciências Sociais e da Literatura. Pode ver que na apresentação dos grupos de trabalho, muitas das ações do CEAFRO Municipal  foram contempladas como também as ações das escolas municipais ligadas as atividades de implementação da lei 10693/03, o que demonstra que estamos no caminho certo.

Texto e Fotos: Maria da Penha Regina Martins Conceição/ Superintendência Pedagógica

Fotos

1º Congresso Nacional de Africanidades e Brasilidades

https://guacui.es.gov.br/noticia/2017/05/1-congresso-nacional-de-africanidades-e-brasilidades-aujxz.html

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